O Homem de Aço

E chega oficialmente ao Brasil o novo filme do Superman, dirigido por Zack Snyder, e produzido por Christopher Nolan. A adaptação do roteiro ficou a cargo de David S. Goyer. 
Deu pra notar que não é qualquer coisa que vem daí.
O HOMEM DE AÇO
Crítica
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Há um tempo atrás, quando foi anunciado oficialmente que Zack Snyder seria o diretor de O Homem de Aço, muitos ficaram divididos, isso baseado-se nos trabalhos anteriores do diretor com outras adaptações baseadas em quadrinhos, a opinião é sempre dividida quando o assunto é Watchmen, mas é quase sempre unânime em filmes como 300 ou SuckerPunch. Bem, parece que com O Homem de Aço as coisas puxarão mais para o lado positivo.
Zack largou de mão de sua marca registrada: a câmera lenta, e deixou com que o filme assumisse um ritmo mais rápido e frenético usando uma técnica inesperada para o próprio diretor: a famosa “câmera na mão”; é como se não tivéssemos tempo para respirar com toda a ação que não para – NUNCA! [Sério, é toda hora]. Mas como esse é um filme do Superman, queremos ação e porrada ao extremo no nível Dragon Ball Z, e olha que foi nesse nível, h ein. Podem respirar e dormir em paz quanto a isso…
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O filme tem algumas das melhores cenas que ação da história, os efeitos conseguem ser um dos mais convincentes já vistos, é prédio sendo destruído, é caminhão, é tudo e muito mais. Este é o ponto que eu nem preciso perder tempo explicando, sei que você vai ficar de boca aberta com as cenas de luta, que são dignas do nome Superman.
Outro ponto positivo vai para Christopher Nolan, que insistiu no realismo, mas sem exagerar, coisas como o ambiente de Krypton e o contraste com a atmosfera do mesmo com a da Terra, o voo supersônico que quebra a barreira do som , os motivos pelo qual Superman EXISTE e por que veio para a terra e tudo mais, ESTAS coisas foram representadas com maestria.
Quanto à trilha de Hans Zimmer, ela pode não ser uma de suas melhores, mas dá a experiência e o tom certo para o filme, que nada tem a ver com os filmes anteriores do Superman, já que aqui é algo mais frenético, urgente e sem rodeios.
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O filme começa em Krypton, onde assistimos seus últimos momentos antes da destruição iminente. Antes que tudo acabe, vemos em um lugar isolado o nascimento de Kal-El (Henry Canvill, em ótima atuação), que é considerado “algo ilegal”, e por isso seu pai Jor-El (Russell Crowe, melhor ainda) decide mandar seu filho para o planeta mais apropriado (ponto para o filme por dar uma explicação plausível e convincente para a escolha do planeta Terra e retratar Jor-El não apenas como um grande líder mas um guerreiro que parte pro combate), mas infelizmente, o General Zod (Michael Shannon, competente) não gosta nada disso e promete capturar o último filho de Krypton antes de ser aprisionado na famosa “Zona Fantasma”. Depois disso, vemos a nave que levará salvação para humanidade seguir seu curso.

Depois disso, começamos com o que já conhecemos, a origem do herói, mas contada em forma de flashbacks na cabeça de Clark, que no presente está todo barbudo em uma busca para descobrir mais de si mesmo e de onde veio, já que mais jovem lhe foi revelado não ser uma “pessoa comum”. Henry Canvil faz um bom Superman, sem ser forçado e irritante como em algumas interpretações vistas anteriormente *cof cof Superman Returns cof cof* e convence com uma das atuações mais agradáveis de um Superman que é um pouquinho menos inocente e desta vez se pergunta coisas como: “Meu povo vivia em guerra, mas este também vive, vale mesmo a pena lutar por essa gente?” (ele não diz tudo assim, mas o sentido é o mesmo). É ai que entra a famosa critica social de Superman, mas não vou entrar em detalhes já que pela frase você já entendeu.
Enquanto continua com sua procura por respostas, esbarra na jornalista Lois Lane (a linda Amy Adams), que acaba se envolvendo com o herói e, como esperado, arranja problema ao insistir em contar para todos que conheceu um “Homem que não era homem”. Com essa premissa você já sabe que daí pra frente não vem coisa boa. Em um mundo menos inocente, mais cético e violento, as pessoas não aceitariam tamanha revelação e não aceitariam MESMO ao saber que suas vidas estarão em risco no momento em que Zod, junto com seus dois acompanhantes, um deles sendo a maravilhosamente linda e Antje Traue, que interpreta Faora-Ul, consegue descobrir a localização do herói. É agora que a última criança de Krypton tem sua chance de descobrir quem é de verdade.
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O grande problema do filme é o mesmo dito anteriormente, foi seu ritmo, que parece ser bem corrido muita das vezes. Algumas situações parecem ter sido forçadas para fazer com que a trama siga em frente, e o personagem escolhido para isto acabou sendo Lois Lane, que é incluída em cenas em que  seria completamente dispensável a sua participação.
O filme parece ter tudo – tudo de bom, claro- o que faltou no filme de Bryan Singer há alguns anos atrás, mas ainda falta algo que infelizmente é um dos pontos fracos de Christopher Nolan: ele não dá tempo para momentos de reflexão, pelo menos em O Homem de Aço, tudo é tão rápido, os aprendizados e toda a lição de vida de Clark/Kal El é retratada em flashbacks que parecem as vezes “lições morais adquiridas através do tempo com seus pais” do que verdadeiras mudanças emocionais e psicológicas para o herói, tudo bem que ele ainda não tem certeza do que pensa sobre a humanidade, mas um pouco mais de emoção e humanidade e menos racionalidade nos momentos e na dosagem certa faria com que ele entendesse melhor o recado.
   MAS ISSO É SÓ UM PONTO, o que interessa mesmo é que este foi um grande retorno do Superman, e um merecido, com tudo o que os fãs pediam há anos:
Boas atuações, uma grande história e ação de primeira que faz jus a um dos heróis mais poderosos dos quadrinhos.

O Homem de Aço é um belo recomeço para o herói que já sofreu muito na mão de outros muitos e talvez finalmente tenha um futuro promissor, já que sabemos que seu emblema não só parece um S de Super, mas é um símbolo de esperança.

Classificação – Nota 4

Muito Bom

Observações: Não há cenas pós crédito, mas há vários easter-eggs,
como logos da Luthor Corp e da Wayne Enterprises
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One thought on “O Homem de Aço

  1. Parabéns pelo Blog e a pagina no Facebook.
    Achei a matéria bem interessante e só vez confirma o que eu pensei do filme, um unico ponto que queria deixar é sobre a atuação de Amy Adams como Lois Lane, que achei a desejar(ou talvez não) em meio a e surpreendente atuação de Russell Crowe e Michael Shannon, porém fora isso foi finalmente um Superman de verdade. Parabéns pela matéria

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