ESPECIAL CHUCKY – Parte 2: Brinquedo Assassino 2 (1990)

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Peek-a-boo!

Em 1989, logo após o primeiro filme da série Brinquedo Assassino ter sido lançado em VHS, a United Artists vendeu os direitos de uma possível continuação para a Universal Pictures, que enxergou o potencial de mais filmes com o boneco endiabrado. Assim, o novo estúdio anunciou ainda no mesmo ano a produção do segundo filme da série, com direção do amigo de Mancini dos tempos de UCLA John Lafia e roteiro do próprio Mancini. O filme estreou em novembro de 1990.

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Na trama de “Brinquedo Assassino 2”, Andy Barclay (novamente interpretado pelo talentoso Alex Vincent) é separado de Karen, sua mãe, e vai parar em um orfanato, tendo sessões regulares de terapia. Ele, então, é adotado pelo simpático casal Phil (Gerritt Graham, de “O Fantasma do Paraíso”) e Joanne (Jenny Agutter), que também é responsável pela adolescente rebelde Kyle (Christine Elise, de “Invasores de Corpos”).

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Enquanto isso, os empresários da Play Pals, a empresa responsável pela fabricação do boneco Cara Legal, comandados pelo Sr. Sullivan (Peter Haskell, que atuava na novela que Mancini trabalhava), resolvem reconstruir o boneco a partir do material que foi encontrado no apartamento dos Barclay, para comprovar que não havia nada de errado com ele. Ao reconstruir o boneco, a alma de Charles Ray volta ao pequeno corpo de Chucky, e acaba matando um empregado da fábrica no processo. Ao saírem da fábrica assustados, Sullivan ordena que o seu secretário suma com Chucky, que acaba no carro do empregado. Após convenientemente encontrar uma ficha com informações sobre Andy e descobrir o paradeiro do garoto com apenas um telefonema, Chucky faz o secretário de Sullivan levá-lo ao novo lar de Andy.

Chucky consegue invadir a casa e enterra o boneco Cara Legal que havia lá, ficando assim no lugar dele, porém Andy acaba descobrindo que Chucky voltou após este tentar novamente passar sua alma para o corpo do garoto. Como, novamente, ninguém acredita nele, Andy deve combatê-lo sozinho por um tempo. Agora, Chucky deve ser rápido, pois está se tornando humano mais depressa do que da última vez, e se não transferir logo a sua alma pro corpo de Andy ele será condenado a viver no corpo de borracha pra sempre. Andy se mostra bem valente, e insiste em dizer que Chucky está por trás das últimas mortes ocorridas ao redor (como a da professora e a do secretário de Sullivan). Quando mais mortes e coisas estranhas acontecem, Kyle acaba descobrindo a verdade sobre Chucky encontrando o “cadáver” do antigo boneco Cara Legal que Chucky destruiu para poder viver na casa, e então passa a ajudar Andy, que foi levado pelo brinquedo assassino até uma das fábricas da Play Pals, lugar onde ocorre um tenso e interessante clímax

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Lançado dois anos após o original, “Brinquedo Assassino 2” é ótimo porque consegue renovar algumas ideias do filme anterior (como o fato de ninguém acreditar em Andy), mas ao mesmo tempo oferece uma narrativa mais solta, mais cheia de ação, com mais coisa acontecendo e mesmo que novamente esteja cheio de furos e situações surreais – afinal a cabeça de Chucky, como vemos no início do filme, é de metal, mas quando ela explode não sobra um pedacinho de metal em canto nenhum! -, mais divertida. Embora a partir daqui Chucky comece a ficar mais irônico, mais engraçado e cheio de frases de efeito (coisa que virou marca registrada nas outras sequências), ele ainda é um assassino cruel e um vilão de primeira, capaz de assustar e fazer você tapar os olhos durante a exibição do filme.

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Tudo parece bem mais resolvido e flui melhor neste filme do que no seu antecessor. Os atores também vão muito bem, com menção para a cena da morte de um dos personagens principais perto do final do filme, em que todos os atores principais estão reunidos nesta única cena, cada um dando o seu showzinho particular. Mas o show principal continua sendo o de Brad Dourif na voz de Chucky, soltando frases de efeito à vontade e exibindo uma voz assustadora. Em resumo, este “Brinquedo Assassino 2” é sem dúvida o melhor momento da franquia, que se perderia no escracho e tiração de sarro logo depois.

Ainda em 1990, antes de “Brinquedo Assassino 2” ficar pronto, a Universal ordenou que Mancini desenvolvesse logo, às pressas, o roteiro do terceiro filme, a ser lançado em agosto de 1991 (menos de um ano depois do seu antecessor). O resultado foi um filme fraquíssimo, mal desenvolvido e completamente sem sentido. Mas isso é assunto para a parte 3 do Especial Chucky. Até mais!

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