ESPECIAL CHUCKY – Parte 3: Brinquedo Assassino 3 (1991)

Sorry Jack, Chucky is back!

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Durante a pós produção de Brinquedo Assassino 2, em 1990, a Universal ordenou ao roteirista e criador de Chucky, Don Mancini, que escrevesse a sequência do filme. Mancini chiou, mas depois teve que ceder as pressões dos executivos do estúdio, que o deram um prazo minúsculo. Logo, quando estreava Brinquedo Assassino 2, a Universal anunciou a pré-produção da parte 3, apenas com Brad Dourif do elenco original.

Sente a trama:

Andy Barclay (Justin Whalin, um péssimo ator desde jovem), agora com 16 anos, indo para a Escola Militar Kent. Durante os oito anos entre os acontecimentos do segundo filme e deste, Andy tem passado de casa em casa, nunca ficando muito tempo com pais adotivos (uma situação similar à de Kyle em Brinquedo Assassino 2), e é tido como um encrenqueiro. Chegando na escola, torna-se o novo alvo do sádico e ditatorial Shelton (Travis Fine), uma versão jovem e menos durona do Sargento Hartmann, de Nascido Para Matar, e sofre o diabo na companhia de Whitehurst (Dean Jacobson), um jovem não serve pra ser um militar, e Da Silva (Perrey Reeves), uma gatinha que também é durona e inteligente, mas odeia a escola e não consegue ser expulsa.

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Enquanto isso, os executivos da Play Pals, liderados pelo inescrupuloso Sullivan (novamente interpretado por Peter Haskell), resolvem reativar a fábrica principal e começar a produção de uma nova linha de bonecos Caras Legais, que anos atrás devido ao caso de Chucky e Andy quase levou a empresa à falência (que ideia genial, né não?). Segundo um dos executivos, o interesse dos investidores no boneco está em alta, muito mais do que na época em que foi produzido originalmente, e segundo Sullivan ninguém liga mais para o tal Andy Barclay e seu boneco encapetado. Tudo bem, tudo maneiro, mas como a Play Pals é uma empresa corretíssima e adepta da reciclagem, usa a mesma borracha e mesmo plástico que estava lá na fábrica, mofando. Usaram, inclusive, os restos de um boneco que havia explodido há oito anos. Quando umas gotas de sangue do que sobrou de Chucky caem na borracha que será usada pra fabricar o novo brinquedo, isso inexplicavelmente traz o brinquedo assassino de volta à vida.

Após uma reunião na empresa, o primeiro Cara Legal da nova geração é entregado de presente a Sullivan. Adivinha quem é? Pois é… Após uma cena longa e desinteressante, Chucky mata Sullivan e depois simplesmente vai mexer no computador do empresário, onde acha uma pasta contendo informações sobre o paradeiro atual de Andy, num dos momentos mais absurdos do filme.

Pois é, gente. Chucky passou oito anos morto e sabe mexer no computador melhor que eu.

Enfim, Chucky, esperto que só ele, se envia pelo correio para a escola militar, onde deveria encontrar Andy e finalmente passar sua alma para o corpo do garoto. Porém, um jovem recruta chamado Tyler (Jeremy Sylvers), um garotinho fã dos Caras Legais, fica encarregado de entregar o boneco e acaba descobrindo o conteúdo da misteriosa caixa. Chucky revela-se para ele como Charles Lee Ray, e agora o boneco deverá passar sua alma para o novo garoto. Andy descobre que Chucky está na escola, e tenta alertar Tyler, que não dá ouvidos ao garoto. Após Chucky tocar o terror na escola, Tyler descobre as verdadeira intenções de seu boneco e acaba virando um refém. Cabe a Andy, Da Silva e Whitehurst resgatar a criança dar um fim em Chucky de uma vez por todas.

Pra começar, Brinquedo Assassino 3 tem uma história absurda e terrível, e a forçação de barra é tremenda: como aceitar que Chucky, um boneco de menos de 1m de altura, conseguir meter medo numa escola cheia de gente durona e bom de tiro? As frases de efeito faladas por Brad Dourif conseguem ser umas das mais engraçadas de toda a franquia, como por exemplo, quando estrangula Sullivan na casa do empresário (Chucky termina o trabalho e solta a pérola “Como nos velhos tempos. Nada como um estrangulamento para fazer o sangue circular!”).

Outro ponto fraco do filme é o elenco. Com exceção de Dourif, Jeremy Sylvers e Perrey Reeves, todos os outro atores estão ou ridiculamente exagerados ou impressionantemente ruins. Justin Whalin não tem metade do carisma de Alex Vincent. Travis Fine faz de seu Shelton um personagem exageradíssimo e um vilãozinho nada carismático (damos até graças a Deus quando ele vai pro saco). O mesmo vale para o insuportável Botnick (Andrew Robinson), um sargento que também é o barbeiro sádico da escola, que coleciona fios dos alunos e vive falando “Presto! Você está careca” pra eles. Porém a morte dele é uma das melhores do filme.ch3

O que salva o filme mesmo é o clímax no Parque de Diversões. Contudo, destoa completamente do tom do filme, pois somos levados literalmente do nada para lá durante os jogos de guerra da escola, onde Chucky começa a matança. Simplesmente há um parque de diversões lotado de civis no meio do mato! Mas, enfim, o desfecho é muito interessante e dá alguma dignidade a este que é o filme mais fraco da primeira trilogia de Chucky.

Logo depois, após a fraca bilheteria do filme, a Universal decide dar uma folga a Chucky, mas em 1998 ele voltaria agora com os dois pés afundados no humor negro. E ele não voltaria sozinho.

Na próxima parte do Especial Chucky: Quando o brinquedo assassino ganha uma parceira – A Noiva de Chucky!

Até lá!

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por Eduardo Lira

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