Amor de Pai

Sempre ouvimos a expressão ‘amor de mãe’, mas… E o amor de pai? Eles podem não ter nos esperado dentro de suas barrigas por nove meses, nos levando pra todos os cantos, com pés inchados, hormônios à flor da pele e todas essas coisas, mas eles (pelo menos uma grande parte) estavam lá do lado de nossas mães, se virando pra realizar os desejos delas, fazendo massagens, levando ao médico, fazendo dengo e tendo muuuita paciência. E tudo por quê? Porque antes mesmo de nascermos, o amor já existia e eles já se sacrificavam por nós. Amor de pai, sabe?

O amor paterno se manifesta de várias maneiras diferentes, assim como o materno. Tem aquele pai crianção, mas mesmo com toda a imaturidade ama seu filho, como Sonny (Adam Sandler em O Paizão) e Tino (Leandro Hassum Até Que a Sorte Nos Separe). Fazem um bocado de bobagem, são engraçados, agem como crianças às vezes, mas fazem tudo para proteger os seus, mesmo que pra isso façam mais bobagens.

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Claro que também tem aqueles pais durões, assim como Mr. O’Brien (Brad Pitt em A Árvore da Vida), que agem como verdadeiros militares dentro de casa, exigindo postura e respostas polidas, o que às vezes é ruim, pois a agressividade acaba se tornando presente e outros sentimentos aparecem, mas isso nada mais é do que outra forma de amor.

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Pais que se sacrificam todos os dias para tentar dar um futuro melhor ao rebento, como Chris Gardner (Will Smith em À Procura da Felicidade), que tentam ensinar aos filhos o melhor que podem, que sonhar é importante, que amar  vale uma vida toda.

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“Nunca deixe alguém dizer que você não pode fazer algo.”

Tem aqueles que colocam a honra acima de tudo, mostrando aos filhos que uma vida vil, desonrada, mesmo que cheia de fortunas, não vale de nada, pelo menos não em longo prazo. Ensinam que o medo é algo que todos sentem e só os tolos não assumem; fazem tudo por suas famílias, tudo. Um nome limpo, uma alma limpa; homens que sabem cumprir seus deveres e exigir seus direitos, mesmo que isso lhes custe caro, como Lorde Eddard Stark (Sean Bean em Game of Thrones)

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Tem o pai que vence todas as barreiras pelos filhos, mesmo que isso ponha em risco sua própria vida, como Marlin de Procurando o Nemo e aquele pai que dá a vida por seu filho, como por Mufasa em O Rei Leão.

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E quem nunca passou por momentos embaraços né? Sempre tem aquele pai inconveniente que chega nas piores situações possíveis, que ligam no momento errado e a lista segue. Jim (Jason Biggs em American Pie) bem sabe como é.

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Nos dias de hoje, os conhecidos “pãe” (pai + mãe) estão cada vez mais em maior número. Fazem papel de mãe, de pai; fazem a comida, dão banho, educam, ensina os paranauê… Um trabalho difícil criar um filho, mas alguns levam bem a sério isso, como Arnold Schwarzenegger em Junior (cláááaassico de sessão da tarde).

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Por fim, escolhi o pai improvável, imoral, preguiçoso, comilão, fanfarrão, idiota, mas… Que no fundo, eu disse no fundo, ama seus filhos, mesmo com esse jeito fuck the kids pouco meigo. Aquele que pode ser um abestalhado, mas tem amor e cuida de quem ama. Do jeito dele, mas cuida. 

Agora corram e vão abraçar seus pais, digam o quanto vocês os amam e o quanto eles são vitais em suas vidas. Aposto que isso valerá mais do que qualquer presente que vocês possam comprar.

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“Oh, eu tenho três crianças e nenhum dinheiro! Por que eu não posso ter nenhuma criança e três ‘dinheiros’?”

Sejam Bem Vindos Aos Sete Reinos

Hoje em dia, quem não conhece Game of Thrones? Uma grande leva da sociedade está fascinada com esse novo mundo, de Westeros até Essos, bem ao sul e além da muralha. Vista praticamente como a nova Terra-Média, esses Sete Reinos + Cidades Livres tem conquistado os fãs de fantasias do mundo todo, seja por meio de seus livros ou por meio da série da HBO, o fato é que todos nós sabemos que o inverno está chegando.

Muitos reclamam sobre a enorme quantidade de personagens e aí no momento seguinte reclamam da morte de muitos personagens… Sabe, como a Cercei Lannister disse: quando você joga o jogo dos tronos, ou você ganha ou morre. Todos esses que morreram estavam ou tentando ganhar o trono de ferro ou estavam no meio do caminho de alguém que queria. Não são temas absurdos e sim muito atuais, se você olhar de perto. A busca implacável pelo poder acaba jogando sujo, assim como na história. Conseguir ver a realidade no meio de tanta fantasia, em um mundo tão diferente, é um dos principais motivos do grande sucesso desta história.

Em 1991, George R. R. Martin começou a escrever a história de fantasia épica Guerra dos Tronos. A saga terá sete volumes, sendo que atualmente já tem cinco destes livros lançados e o sexto já está sendo escrito. A história se passa em uma Europa medieval, onde ocorre ainda a vassalagem. Os suseranos são os que pertencem às casas mais importantes do reino e essas são: Stark, Lannister, Tully, Baratheon, Greyjoy, Arryn, Tyrell, Frey e Targaryen.

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O reino, por sucessão de nascimento, deveria ser dos Targaryen, mas devido à Rebelião de Robert Baratheon que contou com a ajuda de outras grandes casas, como Stark, Tully, Lannister e Arryn, o trono passou a ser dos Baratheon. O rei Aerys II Targaryen foi morto por um de seus guardas pessoais, Jaime Lannister, que ficou conhecido como o Regicida. Rhaegar, filho de Aerys, foi morto por Robert Baratheon na Batalha do Tridente. Aerys ainda tinha mais dois filhos, os pequenos Viserys e Daenerys, que foram levados para as cidades livres e lá foram criados.

Tudo começou porque a irmã de Eddard Stark, Lyanna Stark, fora prometida a Robert Baratheon, no entanto, diz-se que ela foi raptada por Rhaegar, de modo que Robert enfureceu-se com a perda de sua amada. O trono foi tomado por Robert, mas Lyanna nunca chegou a ser dele, pois morreu. As última palavras de Lyanna foram ditas para o irmão, Eddard e repercute o mistério até hoje “prometa-me, Ned”. Não se sabe exatamente o que fora pedido além de ter seu corpo enterrado em Winterfell, já que Ned vira e mexe pensa como foram promessas difíceis, mas inegáveis devido ao estado de Lyanna.  Robert Baratheon casou-se então com Cercei Lannister, mas nunca deixou de amar Lyanna. Com Cercei, tivera três filhos: Joffrey, Tommen e Mycella.

A história se desenvolve depois da ida de Lorde Eddard Stark para Porto Real, à pedido de Robert, para ser a Mão do Rei. Ned leva suas filhas Arya e Sansa, sendo que a última fora prometida para o filho mais velho de Robert, Príncipe Joffrey. Ned tem ainda mais quatro filhos, sendo um deles seu bastardo, que após sua ida para Porto Real, decidira viver na Muralha como um irmão juramentado, vestindo o negro. A vida na Muralha é um outro enfoque da história.

Do outro lado do mar, nas cidades livres, Viserys Targaryen casa sua irmã Daenerys com Khal Drogo, um Dothraki. Viserys casou-a com Drogo em troca de um exército, para que assim ele pudesse recuperar o Trono de Ferro, em Porto Real, de modo que esse é o terceiro ponto da história. As intrigas e inúmeras mentiras para sobreviver ao jogo dos tronos é o quarto ponto fulcral da história.

Em Ponta do Dragão, vive Lorde Stannis Baratheon, irmão de Robert, que está se envolvendo com Melisandre, uma mulher mística vinda de Asshai, do outro lado do oceano. O uso de magia e a manipulação de Melisandre focando sempre o Trono de Ferro, completa os principais pontos da saga.

As Crônicas de Fogo e Gelo (como é chamada a saga) tem então cinco pontos principais, ao norte, ao sul, no litoral e no exterior. A história é densa, repleta de mensagens subliminares, mistérios, intrigas, segredos, mentiras. Uma verdadeira história dentro da história. A Guerra dos Tronos envolve o leitor, faz com que ele se sinta dentro da história, vivendo cada momento, amando e odiando cada personagem novo que aparece. E lembrem-se: brace yourselves, ’cause winter is coming!

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The magia never ends

Em tempos de correria, estresse, engarrafamentos e protagonistas estúpidas, o que nos resta é recorrer para o diferente, para o fantasioso. Star Trek, Star Wars, Harry Potter, Senhor dos Anéis, Branca de Neve, Cinderela… Quem não precisa desse universo paralelo para continuar sonhando? Quem não precisar de uma dose de magia que atire a primeira pedra!

y5Livros, revistas, quadrinhos, brinquedos, filmes… Sonhos. Escritores como Tolkien e J.K. Rowling, diretores como George Lucas e mentes brilhantes como Walt Disney fizeram de nós pessoas que sabem sonhar, ou que pelo menos o fazem enquanto na frente da telinha. Por volta de 2 horas e meia (com exceção de Senhor dos Anéis que tem lá suas 3h30min por média de filme) nos permitimos a sonhar: conhecemos um mundo diferente, costumes diferentes e com gente esquisita, palavras que não existem no nosso idioma, assim como gestos.

y4Magia, trevas, maçãs envenenadas, varinhas, sabre de luz, Um Anel… Nos acostumamos com o diferente, aderimos ao nosso viver, deixamos de lado algumas crenças e passamos a crer na amizade, na bondade, na lealdade. Valores que realmente importam na vida, mas que quando estamos aqui fora, na ‘vida real’, nos esquecemos de muitos, se não todos eles.

y3O cinema tem a belíssima capacidade de exaltar o melhor do ser humano; nos faz rir, chorar, amar e amolecer. Nos faz sonhar. Não é à toa que mesmo crescidos ainda nos deixamos levar pelos clássicos da Disney. Não é por acaso que o cinema não morreu, não é coincidência o cinema ser uma arte! Cheia de filmes belos, mas incompreendidos como Árvore da Vida e 2001; compreendidos, mas sem grande profundidade como As Branquelas. O cinema é capaz de ter todas as medidas, todas as massas, todos os diâmetros. Uma arte sem fim.

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ps: Publiquei uma parte deste texto em um site, mas em momentos de sensibilidade cinematogrática, o que é melhor do que ele pra explicar a magia? O cinema é bom para os olhos, para o coração e para a mente e é com essa premissa que sempre virei fazer textos aqui.y1