Parabéns ao Mestre: Stanley Kubrick

Hoje é um dia “Iluminado” para os fãs de cinema – E por isso reunimos biografia, filmografia e curiosidades de Stanley Kubrick para o dia de hoje – Em que o diretor faria 85 anos. Então junte seus “drugues” e comemore com a gente

Parabéns ao Mestre: STANLEY KUBRICK

Por: Roberto Honorato

Hoje é dia 26 de Julho, e ha 85 anos nascia em Nova York um dos diretores mais importantes da história.

Tudo poderia ter sido diferente se seu pai não tivesse dado ao filho sua primeira câmera aos 13 anos. Não demorou muito para que Stanley se tornasse um fotógrafo profissional e já trabalhasse regularmente para a revista “Look”, onde começou a se interessar ainda mais por cinema. Mas foi só  se juntar ao seu amigo Alexander Singer, que Kubrick planejou participar deste mundo, e em 1950 fez o documentário Day of the Fight (1951), logo depois vieram outros até fazer seu primeiro trabalho notável: Medo e Desejo em 1953.

Infelizmente, não foi uma experiência agradável para o diretor que terminou seu casamento com Toba Metz, sua namorada desde tempos de colégio. Mesmo assim, foi neste período que ele começou a receber elogios por sua direção, até que Hollywood prestou atenção nele após o lançamento de O Grande Golpe (1956), atenção esta que render a Kubrick a oportunidade de trabalhar com um dos maiores atores da época, Kirk Douglas em não um, mas dois filmes, sendo eles Glória Feita de Sangue (1957) e Spartacus (1960), este segundo trazendo alguns problemas que começaram a mostrar algumas das “manias” de Kubrick.

Douglas chamou Kubrick para tomar conta da produção do filme, esperando que o mesmo não se preocupasse tanto e pudesse se acomodar, mas o que aconteceu foi o contrário, Kubrick acabou tomando conta do projeto e impondo suas ideias e conceitos para o filme, deixando muitos envolvidos no projeto incomodados com com seu estilo; O cinegrafista Russell Mettychegou a reclamar com os produtores que Kubrick estava tomando conta de seu trabalhaho, chegando a afirmar que teria sido mandado “ficar sentado fazendo nada”. Ironicamente, Metty recebeu o Oscar por seu “trabalho”.

Depois disto, o próximo projeto de Kubrick seria dirigir Marlon Brando, mas devido alguns problemas com a negociação, Brando acabou dirigindo o filme, conhecido até como como A Face Oculta (1961).
Desanimado com Hollywood e outro casamento que não deu certo, Kubrick decidiu mudar-se permanentemente para a Inglaterra, onde começou com seus filmes mais marcantes. Começando muito bem com Lolita (1962).
O filme que é baseado na obra mais famosa do escritor Vladimir Nabokov, teve que ser feita com cautela devido ao conteúdo “controverso” da obra e a censura da época, um escorrego e o filme poderia ser um desastre, felizmente é até hoje uma das obras mais adoradas do diretor.
Seu próximo filme foi bem diferente dos anteriores e com um conteúdo tão “controverso” quanto o anterior, uma sátira envolvendo guerra nuclear! Era para ser um drama, mas Kubrick decidiu que algumas das ideias eram tão “engraçadas” que não poderiam ser levadas a sério, e dai veio um dos filmes com maior conteúdo de humor negro já vistos: Dr. Fantástico (1964). E acredite, ambos -critica e público- amaram o filme.
E foi assim que o diretor descobriu que poderia ter a liberdade de fazer o projeto que quisesse, tanto que seu próximo projeto foi uma colaboração com o autor de ficções científicas Arthur C. Clarke em uma das obras mais ambiciosas do cinema, 2001 – Uma Odisséia no Espaço (1968)

 

Considerado por muitos como o melhor filme de ficção da história, A Odisséia… chegou a definir padrões para o gênero que são vistos até hoje. O filme é talvez a melhor obra de Kubrick, cuidadosamente orquestrada a cada panorama e segmento, com uma direção beirando a perfeição e trilha sonora talvez ultrapassando o limite da mesma.
A Odisséia no Espaço é tudo e muito mais e Kubrick poderia ter parado por ai, se ele não quisesse mostrar que consegue se superar ao filmar o “adorado pelo universo” Laranja Mecânica (1971), que nem precisamos explicar muito, mas foi tão controverso quando Lolita devido o uso da “ultra-violência” e uma das mais polêmicas cenas do cinema: O estupro ao som de “Cantando na Chuva”
a famosa cena do tratamento Ludovico (o ator Malcolm McDowell 
sofreu com essa cena, chegando a ter a córnea cortada) 
Depois veio Barry Lyndon (1975), que mudou um pouco o rumo do diretor, mostrando um amadurecimento na sua temática e comprometimento: os atores chegavam a repetir inúmeras vezes a mesma tomada sem pausas para chegar ao nível de perfeição requerido por Kubrick.
E mais problemas vieram assim que o diretor recebeu noticias de que o grupo terrorista IRA o declarou um possível alvo devido filmar algo na Irlanda envolvendo “militares”. A produção mudou-se para outro pais, mas a necessidade de privacidade e segurança resultou a Kubrick ser um recluso desde então, mas não iria deixar de filmar, e logo em seguida precisava de um projeto.
Kubrick recusou dirigir uma sequencia para O Exorcista, então decidiu fazer seu próprio filme de terror, uma adaptação de um livro de Stephen KingO Iluminado (1977). O filme ficou marcado na memória de todos devido além da direção, a atuação de Jack Nicholson interpretando Jack Torrence, o pai maluco com machado querendo matar o filho. King chegou a dizer quer não gostou da adaptação, além de reclamar de Kubrick, que ligava o tempo todo para o escritor em horas inapropriadas.
HI LOYID!
Passaram-se uns 10 anos antes que fosse lançado seu próximo filme. No meio tempo, Kubrick se casou e teve filhos, além de remodelar sua casa e tudo o mais. Ao voltar a ativa, filmou uma das maiores críticas ao lado negro da humanidade em um de seus filmes mais famosos e aclamados pelo público e critica, Nascido Para Matar (1987).

Depois de tudo, Kubrick queria filmar algum de seus projetos congelados, mas encontrou problemas em todos. Estava encaminhando para as filmagens de Inteligência Artificial, mas acabou decidindo por De Olhos Bem Fechados (1999), que estrelava o casal Tom Cruise Nicole Kidman. Depois de 2 aos de produção o filme foi lançado e mesmo com a opinião do publico e critica divididos, Kubrick considerou este o seu melhor filme até o momento.
Finalmente, devido aos avanços tecnológicos, Kubrick começou a trabalhar em A.I., mas logo veio a triste noticia, o diretor sofreara de um ataque cardíaco fatal enquanto dormia em Março de 1999.
Mas isto não foi o fim, após a morte de Kubrick, o diretor Steven Spielberg revelou que os dois eram amigos e frequentemente discutiam sobre seus filmes e que A.I. era sempre mencionado; Kubrick teria sugerido a Spielberg dirigir devido ao estilo. Baseado em tudo isto, Spielberg dirigiu o último projeto de Stanley Kubrick: A.I. Inteligência Artificial (2001).
Nunca saberemos como seria a versão totalmente Kubrick do filme, mas podemos  agradecer por seus filmes e ideias que até hoje fazem parte da imaginação de todo amante da sétima arte.
Stanley Kubrick
1928 – Forever
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O Homem de Aço

E chega oficialmente ao Brasil o novo filme do Superman, dirigido por Zack Snyder, e produzido por Christopher Nolan. A adaptação do roteiro ficou a cargo de David S. Goyer. 
Deu pra notar que não é qualquer coisa que vem daí.
O HOMEM DE AÇO
Crítica
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Há um tempo atrás, quando foi anunciado oficialmente que Zack Snyder seria o diretor de O Homem de Aço, muitos ficaram divididos, isso baseado-se nos trabalhos anteriores do diretor com outras adaptações baseadas em quadrinhos, a opinião é sempre dividida quando o assunto é Watchmen, mas é quase sempre unânime em filmes como 300 ou SuckerPunch. Bem, parece que com O Homem de Aço as coisas puxarão mais para o lado positivo.
Zack largou de mão de sua marca registrada: a câmera lenta, e deixou com que o filme assumisse um ritmo mais rápido e frenético usando uma técnica inesperada para o próprio diretor: a famosa “câmera na mão”; é como se não tivéssemos tempo para respirar com toda a ação que não para – NUNCA! [Sério, é toda hora]. Mas como esse é um filme do Superman, queremos ação e porrada ao extremo no nível Dragon Ball Z, e olha que foi nesse nível, h ein. Podem respirar e dormir em paz quanto a isso…
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O filme tem algumas das melhores cenas que ação da história, os efeitos conseguem ser um dos mais convincentes já vistos, é prédio sendo destruído, é caminhão, é tudo e muito mais. Este é o ponto que eu nem preciso perder tempo explicando, sei que você vai ficar de boca aberta com as cenas de luta, que são dignas do nome Superman.
Outro ponto positivo vai para Christopher Nolan, que insistiu no realismo, mas sem exagerar, coisas como o ambiente de Krypton e o contraste com a atmosfera do mesmo com a da Terra, o voo supersônico que quebra a barreira do som , os motivos pelo qual Superman EXISTE e por que veio para a terra e tudo mais, ESTAS coisas foram representadas com maestria.
Quanto à trilha de Hans Zimmer, ela pode não ser uma de suas melhores, mas dá a experiência e o tom certo para o filme, que nada tem a ver com os filmes anteriores do Superman, já que aqui é algo mais frenético, urgente e sem rodeios.
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O filme começa em Krypton, onde assistimos seus últimos momentos antes da destruição iminente. Antes que tudo acabe, vemos em um lugar isolado o nascimento de Kal-El (Henry Canvill, em ótima atuação), que é considerado “algo ilegal”, e por isso seu pai Jor-El (Russell Crowe, melhor ainda) decide mandar seu filho para o planeta mais apropriado (ponto para o filme por dar uma explicação plausível e convincente para a escolha do planeta Terra e retratar Jor-El não apenas como um grande líder mas um guerreiro que parte pro combate), mas infelizmente, o General Zod (Michael Shannon, competente) não gosta nada disso e promete capturar o último filho de Krypton antes de ser aprisionado na famosa “Zona Fantasma”. Depois disso, vemos a nave que levará salvação para humanidade seguir seu curso.

Depois disso, começamos com o que já conhecemos, a origem do herói, mas contada em forma de flashbacks na cabeça de Clark, que no presente está todo barbudo em uma busca para descobrir mais de si mesmo e de onde veio, já que mais jovem lhe foi revelado não ser uma “pessoa comum”. Henry Canvil faz um bom Superman, sem ser forçado e irritante como em algumas interpretações vistas anteriormente *cof cof Superman Returns cof cof* e convence com uma das atuações mais agradáveis de um Superman que é um pouquinho menos inocente e desta vez se pergunta coisas como: “Meu povo vivia em guerra, mas este também vive, vale mesmo a pena lutar por essa gente?” (ele não diz tudo assim, mas o sentido é o mesmo). É ai que entra a famosa critica social de Superman, mas não vou entrar em detalhes já que pela frase você já entendeu.
Enquanto continua com sua procura por respostas, esbarra na jornalista Lois Lane (a linda Amy Adams), que acaba se envolvendo com o herói e, como esperado, arranja problema ao insistir em contar para todos que conheceu um “Homem que não era homem”. Com essa premissa você já sabe que daí pra frente não vem coisa boa. Em um mundo menos inocente, mais cético e violento, as pessoas não aceitariam tamanha revelação e não aceitariam MESMO ao saber que suas vidas estarão em risco no momento em que Zod, junto com seus dois acompanhantes, um deles sendo a maravilhosamente linda e Antje Traue, que interpreta Faora-Ul, consegue descobrir a localização do herói. É agora que a última criança de Krypton tem sua chance de descobrir quem é de verdade.
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O grande problema do filme é o mesmo dito anteriormente, foi seu ritmo, que parece ser bem corrido muita das vezes. Algumas situações parecem ter sido forçadas para fazer com que a trama siga em frente, e o personagem escolhido para isto acabou sendo Lois Lane, que é incluída em cenas em que  seria completamente dispensável a sua participação.
O filme parece ter tudo – tudo de bom, claro- o que faltou no filme de Bryan Singer há alguns anos atrás, mas ainda falta algo que infelizmente é um dos pontos fracos de Christopher Nolan: ele não dá tempo para momentos de reflexão, pelo menos em O Homem de Aço, tudo é tão rápido, os aprendizados e toda a lição de vida de Clark/Kal El é retratada em flashbacks que parecem as vezes “lições morais adquiridas através do tempo com seus pais” do que verdadeiras mudanças emocionais e psicológicas para o herói, tudo bem que ele ainda não tem certeza do que pensa sobre a humanidade, mas um pouco mais de emoção e humanidade e menos racionalidade nos momentos e na dosagem certa faria com que ele entendesse melhor o recado.
   MAS ISSO É SÓ UM PONTO, o que interessa mesmo é que este foi um grande retorno do Superman, e um merecido, com tudo o que os fãs pediam há anos:
Boas atuações, uma grande história e ação de primeira que faz jus a um dos heróis mais poderosos dos quadrinhos.

O Homem de Aço é um belo recomeço para o herói que já sofreu muito na mão de outros muitos e talvez finalmente tenha um futuro promissor, já que sabemos que seu emblema não só parece um S de Super, mas é um símbolo de esperança.

Classificação – Nota 4

Muito Bom

Observações: Não há cenas pós crédito, mas há vários easter-eggs,
como logos da Luthor Corp e da Wayne Enterprises

Parabéns ao Mestre: Ingmar Bergman

Hoje seria o aniversário de 95 de Ingmar Bergman, um dos diretores mais influentes da história do cinema. Que tal uma pequena homenagem?

Parabéns ao Mestre: Ingmar Bergman

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Ernst Ingmar Bergman nasceu no dia 14 de Julho de 1018 em Uppsala, na Suécia, filho de -acredite- um pastor e uma enfermeira. Começou a escrever em 1941, e logo teve sua primeira peça produzida, ‘Kaspers död’ (‘Kaspers Death’, ou seja, “A Morte de Kaspers”). Não demorou muito para invadir o cinema e trazer ao público mais de 60 filmes, além de documentários e especiais para televisão.

Suas grandes influências vieram do teatro e seus filmes são famosos pelos temas existencialistas, como fé religiosa, moralidade, mortalidade, solidão, tristeza, agonia, e por ai vai. Ele soube expressar muito bem suas ideologias através de sua filmagem e técnicas, entre elas as mais usadas são longos closes faciais e discussões intensas entre personagens, que muitas vezes sequer se olhavam – filmes como “O Sétimo Selo”, “Morangos Silvestres” e “Persona”, que acabaram sendo suas obras mais famosas, são os que melhor retratam sua ideologia.

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Falando em personagens, uma outra marca registrada do diretor é o uso dos mesmos atores: As belas Ingrid Thulin, Liv Ullmann e Bibi Anderson e o sempre adorado Max Von Sydow, sem contar seu maior colaborador Gunnar Björnstrand, com quem fez mais de 23 filmes.

“… Não quero fazer apenas filmes intelectuais. Quero que a audiência sinta meus filmes. Para mim, é mais importante do que procurar entende-los”

Em seus últimos anos de vida, parou de dirigir filmes, mas continuou escrevendo roteiros, principalmente para televisão, dirigindo apenas peças para o Teatro Swedish Royal Dramatic. Bergman se casou 5 vezes, teve 9 filhos e mais de 70 projetos, incluindo filmes, documentários e especiais para televisão.

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Foi em 30 de Julho de 2007 que o diretor morreu, deixando um dos legados mais invejados da história do cinema.

Como diria Woody Allen: [Bergman é]”provavelmente o maior artista dos filmes, desde a invenção da imagem em movimento”.

Por: Roberto Honorato